Num artigo publicado no Expresso do dia 26 de Maio de 2018, Tiago Félix da Costa, Sócio da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados mostra bom senso com a entrada da perturbadora RGPD, que no passado dia 25 substituiu a lei em vigor sobre a proteção de dados.

Provavelmente foi a causa da maior onda de SPAM que o meu e-mail já sofreu até hoje, quando era suposto proteger o cidadão disso e posso garantir que mais da metade das newsletters que solicitam novamente o meu consentimento, não fazem parte dos meus interesses e algumas até desconheço a empresa marca ou produto.

Que sirva todo este caos para obrigar as empresas a ter maior cuidado com o consumidor mas que não tornem este processo penoso para os dois lados. Se vamos esperar que tudo seja consentido, a comunicação sofrerá uma valente derrota, e consequentemente o consumidor final.

Artigo completo em https://www.mlgts.pt/xms/files/Comunicacao/Imprensa/2018/Expresso_Protecao_de_dados_pessoais_-_haja_bom_senso_26MAI.pdf

A convite da Catarina Carreiras  uma criativa que admiro, fotografei a campanha para o novo site do supermercado do El Corte Inglês. 

Produzido pelo Studio AH-HA e pela The Hotel , a nova campanha conta com um filme, print, rádio, formatos digitais e site. 

Sendo um projecto que foge da minha zona de conforto, o retrato, foi uma experiência completamente diferente e enriquecedora, sendo o segundo trabalho realizado com a Fujifilm GFX50s, a mirrorless de medio formato que está a ganhar cada vez mais mercado no segmento profissional e contou mais uma vez com a iluminação a cargo da Profoto.

Apaixonado pelo medio formato, nunca deixei de trabalhar com a Hasselblad 500CM e com a prenda dos meus 40 anos, a Mamiya RZ67, ambas utilizadas apenas com rolo, sem recurso a um back digital.

A minha paixão pelo médio formato é bastante simples, graças a um sensor de dimensões maiores que o full Frame e já nem falo do APS-C, temos uma alteração profunda na profundidade de campo e no detalhe da imagem, onde não contam apenas os megapixels da câmara, mas a definição para preencher esses megapixels.

Há cerca de um ano tive a primeira experiência com o médio formato da Fuji, numa sessão:

Não havia dúvidas que a GFX50s permitia obter todos os benefícios do medio formato no digital, 51,4 megapixels com um riqueza de detalhe maravilhosa, resistente a poeira e a água, permite a sua utilização nos mais diversos cenários.

Seja como for, a nível profissional, quer através do trabalho que realizo em www.paustorch.com como em www.osretratistas.com tinha dois grandes problemas em migrar para este formato: o tamanho e respetivo peso do equipamento e o preço. Por muitas voltas que desse no business plan e preços de praticados no mercado, não via forma de rentabilizar o investimento no médio formato. 

A Fujifilm e a Hasselblad introduziram no mercado as primeiras mirrorless de médio formato, nomeadamente a GFX50s e a X1D, permitindo ultrapassar as duas questões acima identificadas, sendo de tamanhos reduzidos, o mesmo se aplica o investimento. Importante salientar que o investimento na Fuji é de 2/3 em relação ao da Hasselblad.

Se comparar a minha Nikon D800 com a GFX50s, começamos com menos 200 gramas na segunda, as medidas mais ou menos as mesmas e com um sensor com 15 megapixels, mas o mais importante, com maior detalhe e profundidade de campo.

Agora que já era viável entrar neste formato de cabeça ficava a questão, Hasselblad ou Fuji? A Fuji não é nenhuma novata neste formato, já tem um historial enorme no médio formato e no mirrorless tem apresentado melhorias substanciais de máquina para máquina. Tendo começado a trabalhar com a X-T1,  fiquei maravilhado com o upgrade para a X-T2, que estou em vias de trocar pela X-H1, reaproveitando a gama de objetivas, cada vez maior.

Se já tinha confiança na Fuji, apesar da câmara ser recente, outro fator para fazer esta escolha foi a aposta na investigação, através da qual já contam com uma linha de objetivas interessante, a linha GFX: a GF23mmF4 R LM WR, a GF45mmF2.8 R WR, a GF63mmF2.8 R WR, a zoom GF32-64mmF4 R LM WR e mais uma GF110mmF2 R LM WR e uma GF120mmF4 Macro R LM OIS WR.

Deixo um pequeno exemplo de uma imagem que produzi o ano passado com a GFX50s para o projecto www.asuaprocura.com e o respetivo zoom.

Para os mais cépticos deixo números http://cameradecision.com/compare/Fujifilm-GFX-50S-vs-Hasselblad-X1D 

Não é novidade, ou não deveria ser, que a fotografia de perfil diz muito sobre si. De tempos em tempos tenho acesso a estudos de um número alargado de fotos de perfil de LinkedIn, a falar sobre a local, indumentária, posição do rosto ou acessórios, no entanto deixam para trás questões tanto ou mais pertinentes como a linguagem não verbal.

Para os mais cépticos, deixo já aqui números, KPI's que não deixando de ser importantes, está provado que na maioria dos negócios, o fato chave para o seu sucesso foram os skills sociais.

Apesar dos números darem algumas direções, continuam a ser meramente indicativos, pois tirando os óculos de sol, o mesmo estudo prova que maioritariamente o género masculino não segue as estatísticas acima e ainda assim apresenta retratos com alto impacto visual.

Sorriso

Mas sorria mesmo, apesar das estatísticas apontarem para 81% das pessoas apreciarem esta características, exceptuando certos casos consoante a profissão ou a aplicação da fotografia, o sorriso é bem-vindo, desde que seja real e não um sorriso amarelo.

Cores

De acordo com a plataforma Photofeeler https://www.photofeeler.com homens com indumentária escura tem maior sucesso que vestido com roupas claras.

Corte

O corte da fotografia é fundamental consoante a aplicação. No LinkedIn é privilegiado o corte com ombros, on o rosto ocupa 40 a 60% da área da fotografia. Fotos de corpo inteiro nas redes tem uma avaliação negativa em termos de competências profissionais.

Fundo

Salvo em raras excepções, evite fundos escuros ou muito saturados, assim como procure sempre ter a fonte de luz frontal e não em contra-luz, onde damos mais destaque ao fundo que ao retratado.

Em resumo, seguindo estas indicações pode certamente melhorar os resultados obtidos na seleção do seu perfil para avaliação junto de potenciais clientes ou empregadores. Reitero que não são regras absolutas, pois consoantes a audiência, o perfil e a mensagem a passar podemos tomar decisões opostas aos conteúdos acima apresentados. Deixo algumas exemplos que provam como a avaliação de uma fotografia ou do retratado não seguem regras rigorosas.

Quer mais visibilidade no LinkedIn? Quer gerar mais leads, aumentar a sua notoriedade e criar novas oportunidades para a sua carreira?

O LinkedIn makeover com Pedro Caramez (www.pedrocaramez.pt) e Pau Storch (www.paustorch.com), é um processo de avaliação, aconselhamento e registo fotográfico para melhorar o seu desempenho no LinkedIn.

Processo

Disponibilizámos duas datas em Lisboa e duas no Porto para a realização do seu LinkedIn Makeover. A participação pode ser agendada através de marcação prévia, em função da disponibilidade de horários. Os pedidos serão efectuados com Sara Falcão, através do email makeover@paustorch.com

Não se esqueça de solicitar horários, indicando a data pretendida.

Casa sessão contempla 20 minutos com o Pedro Caramez para avaliar o seu perfil e estratégia de LinkedIn, e outros 20 minutos com a equipa de Pau Storch, para a execução da sessão fotográfica.

Previamente ao dias do LinkedIn Makeover, o candidato deverá preencher um formulário com de elementos do seu perfil, permitindo à equipa realizar o levantamento necessário para poder dar um apoio na escolha da indumentária a usar na sessão fotográfica, e recolher informação para avaliar a melhor forma de melhorar o seu perfil de LinkedIn.

O resultado do LinkedIn Makeover será entregue no prazo máximo de 5 dias úteis. Disponibilizaremos uma ligação onde poderá efectuar a descarga de uma gravação de vídeo com a apresentação do resultado da sua consulta, acompanhada por comentários efectuados pelo Pedro Caramez da análise do seu perfil. Juntamente com o vídeo, 3 fotografias da sessão com Pau Storch serão entregues devidamente editadas, em alta resolução e livres de direitos de utilização. O investimento desta ação é de 200,00€.

Local

Porto - CEP Centro Empresarial do Porto

Endereço: Rua Engenheiro Ferreira Dias 161, 4100-247 Porto


Lisboa - Tivoli Avenida Liberdade



Endereço: Av. da Liberdade 185, 1269-050 Lisboa

Na passada sexta-feira estive no Baby&Kid Portugal, mostrar um pouco da combinação FujifilmProfoto com a utilização das cabeças B1X, B2 e D2, assim como diversos modificadores combinados com o air remote da Fuji com a X-T2.

Deixo alguns exemplos com colegas, fornecedores e muitos deles amigos!

A cara pode revelar muito mais do que aquilo que nós pensamos, até diria mais, pode revelar características pessoais que gostaríamos que não fossem partilhadas no nosso cv ou redes sociais.

Para poder avaliar o que transmitimos num retrato, é necessário saber interpretar as micro expressões, uma ciência precisa que já está ao alcance de muitas empresas de headhunters ou departamentos de recursos humanos.

Um estudo realizado em 2007 por Nicholas Rule e Nalini Ambady intitulado "The Face of Success: Inferences From Chief Executive Officers' Appearance Predict Company Profits.", disponível online, provou que a avaliação dos CEO's de várias empresas, com base na fotografia de perfil por um grupo restrito de pessoas, correlacionava diretamente a pontuação desta avaliação com a rentabilidade das empresas que geriam, atribuindo uma pontuação maior aos CEO's cujo empresas tinham um melhor desempenho. Há estudos semelhantes relacionados com política e educação.

AS MICRO EXPRESSÕES

Já identifiquei num post anterior as 5 regras de sucesso para um retrato no Linkedin, das quais a quarta descrevia a expressão de uma forma simples: sorrir. Procurei aqui uma ruptura com a ideia que o sorriso está associado a um comportamento menos profissional. 

O certo é que a face revela muito mais que um estado de espírito, e a micro expressão partilha mais informação que a expressão, podendo ser um fator de decisão da leitura ou não do cv.

O psicólogo Paul Ekman definiu em 7 as emoções universais, nomeadamente: repugnância, raiva, medo, tristeza, felicidade, surpresa e desprezo.

A micro expressão é uma expressão facial involuntária, que transmite emoções que estamos a vivenciar naquele momento. Ao contrário das expressões, as micro expressões, duram entre 1/15 e 1/25 de segundo e dificilmente podem ser adulteradas.

Isto significa que não são controláveis, mas apesar de não serem passíveis de serem adulteradas, podem estimuladas durante a sessão fotográfica. Isto é, se vamos tirar a fotografia preocupados com um relatório ou com alguém próximo que tem problemas, mesmo com uma expressão sorridente, será inevitável obter micro expressões de desprezo pela sessão ou o estado de espírito de tristeza.

Exemplo de um sorriso genuíno e um falso.

Nestes casos temos duas opções: adiar a sessão, o que para mim não faz sentido, ou interagir com o retratado de forma a conseguir trazer um imaginário que nos permita obter essas micro expressões em detrimento dos pensamos que o preocupam.

COMO DETECTAR AS MICRO EXPRESSÕES

A primeira imagem do post ja identifica as características de cada micro expressão, no entanto este tópico merece ser avaliado em detalhe:

Repugnância - Em conjunto com a felicidade, é das mais fáceis de identificar, já que toda a expressão se concentra entre a boca e o nariz. O nariz fica enrugado e o lábio superior fica elevado, deixando, muitas vezes, os dentes superiores a vista.

Raiva - A micro expressão da raiva concentra-se maioritariamente na parte superior do rosto, baixando e juntando a sobrancelhas enquanto franzimos a testa. O maxilar fica em tensão e separamos ligeiramente os lábios, com a mordida tensa. 

Medo - Caracteriza-se pelas sobrancelhas tensas e os olhos muito abertos, para observar melhor à nossa volta, já que o medo está associado ao perigo.

Tristeza - Apresenta sobrancelhas baixas que se juntam, subtilmente, no centro, o olhar é vago e a boca fica arqueada para baixo.

Felicidade - Provavelmente a micro expressão que melhor sabe detectar, demonstrada com os olhos brilhantes e com rugas em seus extremos exteriores e pálpebras inferiores. Quando a pessoa finge alegria, estas rugas não se formam. Também o sorriso característico, quanto mais felizes estamos, mais visível é a linha de dentes.

Surpresa - As sobrancelhas ficam levantadas e arqueadas, com olhos muito abertos, no entanto diferencia-se do medo na parte inferior do rosto, onde maxilar está relaxado e a boca aberta.

Desprezo - A parte superior do rosto pode adotar diferentes gestos, e o segredo para identificá-lo está na parte inferior do rosto; já que manifestamos uma expressão muito particular que consiste em elevar um lado da boca, formando um meio sorriso.

18 e 25 de Março // Cascais // 12 vagas // 200 eur // Vouchers físicos disponíveis

18 e 25 de Março // Cascais // 12 vagas // 200 eur // Vouchers físicos disponíveis

AUDIÊNCIA

Entusiastas da fotografia e fotógrafos amadores que procurem assentar as noções básicas de fotografia, manipulação de uma máquina fotográfica, assim como do workflow de edição. A audiência deve estar familiarizada com uma DSLR e ter equipamento próprio e um computador portátil.

OBJETIVOS

Este workshop de nível introdutório visa introduzir os conceitos básicos de composição, enquadramento e composição. A vertente prática será realizada com a família como elemento de captação.

PROGRAMA

DIA 18

10:00 Boas-vindas

10:30 - 13:00 Teoria da fotografia e composição Almoço

14:30 - 17:00 Operar a máquina fotográfica

17:00 - 18:00 Exercícios práticos: fotos em interior

DIA 25

11:00 - 12:00 Exercícios práticos: sessão em exterior

12:00 - 13:00 Introdução workflow digital

Almoço

14:30 - 17:00 Workflow e edição de fotografia 

17:00 - 18:00 Esclarecimento de questões e avaliação de conhecimentos adquiridos

LOCALIZAÇÃO


Não sei se terá sido por virem pré-formatados para Microsoft Windows, mas nos últimos meses, ao tentar formatar discos novos através do Disk Utility, tenho-me deparado com o seguinte erro:

Depois de tentar das mais diversas e variadas formas, optei por deixar o utilitário de lado e utilizar o terminal para resolver a situação. Ainda utilizei o Disk Utility para perceber quais eram os discos que pretendia formatar.

Já com a certeza que eram os discos disk4 e disk5 (muito cuidado neste ponto pois podem formatar o disco errado e perder trabalho), abri um terminal. Ao utilizar a função "diskutil list" temos acesso à lista de discos e respetivos nomes:

E através da seguinte linha de comandos forçamos a remoção do disco, escrita a zeros do boot sector e forçamos a partição:

diskutil unmountDisk force disk4

sudo dd if=/dev/zero of=/dev/disk4 bs=1024 count=1024

diskutil partitionDisk disk4 GPT JHFS+ "BCK2018A" 0g

Reforço novamente, muito cuidado com o disco onde estão a fazer as ações, validem duas e três vezes nas linhas de comando se estão a trabalhar no disco certo. O melhor será remover tos os discos excepto aquele que queremos formatar e só então iniciar o processo.

E fica o assunto resolvido:

SnapprSnappr

Não me vou alongar muito em apresentações, o Snappr para quem não conhece, é um marketplace de fotógrafos freelancers disponíveis na nossa área de residência (overseas pois claro), por especialidade, rating e preço. 

A grande ferramenta de marketing do Snappr foi criar o Snappr Photo Analyzer, uma ferramenta de análise gratuita da nossa foto de perfil para o Linkedin.

Ontem, em conversa com o Pedro Camarez, O Guru no que se trata de marketing digital, surgiu novamente em conversa esta ferramenta.

Honestamente não a vejo como uma ferramenta que faça concorrência ao meu trabalho, muito pelo contrário, é excelente para sensibilizar o público sobre alguns pontos a ter em consideração quando utilizamos uma foto para promover a nossa identidade. Assusta-me sim quando vejo pessoas obcecadas em subir a pontuação da sua foto, pois trata-se de um algoritmo, e como tal, carece da complexidade de análise do seu potencial recrutador ou cliente.

Tendo sofrido cyberbulling por manter este parecer, decidi dar uma oportunidade ao software de se defender, vamos a isso:

Opá, eu que me achava todo bonito e a comunicar com a minha foto, fiquei logo de rastos com o "suficiente" que o software me atribuiu. 

Caramba, chumbei logo na expressão facial, devia sorrir mais diz o software, mostrar os dentes e fazer covinhas, mas tudo qb, não vamos mostrar muita alegria que também não é bom diz o software. Mas não está mal, numa análise superficial e genérica, concordo.

Chumbei em composição, quis ser mais arrojado, agarrei-me à questão de ter pelo menos 60% da área da foto com a cara e artisticamente ignorei a regra dos terços. O fundo escuro parece não agradar o software, tenho as minhas reservas quanto a isto, sei que devemos usar fundos claros quando oferecemos serviços onde a transparência é crucial, mas não se torna relevante na minha profissão e muitas vezes temos o contraste necessário com a indumentária clara, trazendo mais relevância à cara.

Parece que nisto da edição é que sou bom. Tendo a foto um ligeiro tom sépia, passei com distinção no contraste, brilho, saturação e temperatura de cor (sério?). Falhei na nitidez, com uma câmara profissional e o Adobe Photoshop. Honestamente acho este quadro de análise é irrelevante e apresenta um algoritmo fraco. Obviamente não coloquem uma foto em péssimas condições de luz ou que já tenha passado "n" vezes pela compressão do Facebook ou outras ferramentas que comprimem em exagero a fotografia.

E por fim é apresentada a ferramenta, denominada o Uber dos fotógrafos (bom e barato?) e podemos pesquisar um pouco como se pede um orçamento e acedemos ao perfil dos fotógrafos mais "tcharan" em pontuação. Varri os perfils e achei que as fotos de cada um teriam menor pontuação que a minha, encontrei muitos fotógrafos de casamentos, moda e outras áreas, menos com o foco em fotos de perfil corporativas.

Quando falo de foto corporativas, não significa fatos e gravatas, um Chef apresentar-se visualmente com uma jaleca faz todo o sentido. E não acredito que o sorriso seja uma presença obrigatória, num jornalista podemos associar a seriedade do rosto ao rigor, não sendo o mesmo comunicar para procurar emprego ou dar a cara por uma estação de televisão.

Bem, vamos então desconstruir a aplicação, pois a análise de uma imagem não permite identificar um padrão, ou falhas de análise. Comecei por analisar um dos 100 retratos mais icónicos do século passado, onde o fótografo Yousef Karsh retratou Winston Churchill em Dezembro de 1941, justo pouco depois do ataque a Pearl Harbor e da entrada dos Estados Unidos na segunda guerra mundial. O estado de espírito do então Primeiro-ministro do Reino Unido e oficial do Exército Britânico, apanhado de surpresa por esta sessão, era de total indiferença para com o fotógrafo. Como forma de provocação e após ter o equipamento preparado para a fotografia, Yousef aproximou-se de Churchill pedindo desculpas e retirando o cigarro da sua boca. Esta foi a foto que resultou, de alguém agastado com a situação mas que reflete lindamente a figura histórica de quem estamos a falar.

Para meu espanto a fotografia chumbou o teste do algodão. Apesar do ar severo, teve melhor pontuação na expressão facial que eu, mas chumbou na edição onde eu passei com distinção. A elação que quero retirar aqui é que a expressão deve variar consoante o uso e audiência com quem queremos comunicar.

Não fotografo da mesma forma um recém licenciado em Direito à procura do primeiro emprego ou estágio e um advogado para uma sociedade. Na primeira situação vamos passar o escrutínio dos recursos humanos, que avaliam características como a integração em equipa, empatia e disponibilidade para aprender, enquanto no segundo caso procuramos alguém que nos defenda e resolva o nosso problema, alguém com características como a força, foco e agressividade.

Começamos a ter boas notas, mas o software analisa ponto a ponto e as notas são parciais. Não aconselho um Pikatchu de fundo, atraindo toda a atenção e obrigando enquanto lê estas palavras a voltar a olhar para a fotografia para recordar a cara do retratado.

Ufa, num retrato corporativo em ambiente de estúdio do Eng. Fernando Pinto tive pouco mais pontuação que no retrato anterior, realizado em ambiente descontraído no âmbito da fotografia de uma banda. Para mim o software falha rotundamente na análise de indumentária, fundamental para enquadrar o cv com a audiência que pesquisa. Pode parecer parvo, mas um headhunter vai entrar no perfil de um gestor de topo vestido com fato e sem gravata e num com t-shirt, mesmo que este tenha uma palete de MBA's e Doutoramentos. Está provado que em situação de currículos semelhantes, o peso da primeira impressão é fator de decisão.

I rest my case. Fui humilhado por uma miúda com um coelho num ambiente de alfazemas. Realmente ela mostrou os dentes e um sorriso aberto. Agora a sério, utilizem o software apenas como referência para avaliar pequenos detalhes, o bom senso humano ainda é bastante superior a análise de um software.

Não há nada como o primeiro impacto. Ou o sexto sentido diz-me... ou há qualquer coisa que não bate certo... Há uma série de frases que servem de muleta para justificar a escolha de um determinado perfil do LinkedIn em detrimento de outro, quando muitas vezes a formação ou experiência profissional de ambos é semelhante.

Não é novidade que a imagem tem um aspeto relevante na primeira impressão de recrutadores ou potenciais clientes que possam visitar o nosso perfil, mas esta avaliação já não é algo vago e apresenta fundamentos científicos.

A Cognição Social emerge a meados dos 70's, com o objectivo de analisar a percepção que temos de nós próprios e dos outros, e como é que essas percepções permitem avaliar o comportamento social. Estudos comprovam que através de uma foto se pode destacar vários traços de personalidade e qualidades das pessoas. Numa sociedade cada vez mais exigente em termos de imagem, a aparência física e facial está relacionada diretamente com a credibilidade, honestidade, agressividade entre outros traços de personalidade.

Não se trata de uma questão dos padrões de beleza que a publicidade dita, mas sim da atitude e dos cuidados a ter com a fotografia, motivo pelo qual criei este post onde resumo as principais dicas para melhorar a sua imagem no Linkedin.

Vamos a um pequeno teste. Se procurasse um profissional  qual dos perfis abaixo teria mais probabilidades de ser visualizado em detalhe?

Não há dúvida que seria o do Pedro, à esquerda, e não o meu. Certamente respondeu à minha pergunta sem questionar qual seria o perfil académico ou profissional. Simplesmente tomou uma opção em função da fotografia de perfil. Não sinta remorsos, o Pedro tem um excelente perfil, e a foto cumpriu a sua função. 

Então vamos a isso:

1. Fundo liso

Para obter um impacto forte e ficar na mente de quem observa o seu perfil, deve evitar distrações. Esqueça ambientes confusos e limite-se a ser fotografado com uma parede lisa como fundo ou utilizando grandes aberturas, tornando o fundo desfocado e com o mínimo de padrões.

2. Indumentária e acessórios

É comum o critério de avaliação de um retrato estar associado às emoções que o mesmo nos proporciona, assim como as memórias associadas ao momento em que foi tirada a fotografia. Temos de nos abstrair desse mecanismo de percepção e compreender o que é importante para quem avalia o perfil.

Novamente devemos evitar elementos de distração, cores saturadas, padrões, acessórios que não utilizaríamos numa entrevista ou no local de trabalho. Mesmo a maquilhagem excessiva pode ter um efeito negativo.

Pode fazer sentido utilizar uma peça de trabalho específica da sua profissão. 

3. Selfies não

Há currículos invejáveis no Linkedin mas acabam por não ser descobertos por causa da foto. Invista numa foto com um mínimo de qualidade, procure alguém que a possa tirar, libertando os braços e a expressão de quem está a realizar uma tarefa.

O exemplo do teste penso que já é autoexplicativo, mas a isto temos de acrescer a falta a de qualidade da câmara frontal.

A não ser que saiba o que está a fazer, evite o contra-luz, procure uma janela e uma parede lisa e tire partido da luz natural. 

4. Expressão

Provavelmente o ponto mais importante deste artigo e a resposta é mais simples do que parece: Sorria.

Sorria com os olhos, mostre que é uma pessoa acessível. Já lá vai o tempo em que um bom profissional era uma pessoa sisuda. 

Os RH passaram de ser uma direção que faz parte da estrutura de uma empresa para estar diretamente ligada à Administração e desempenhar um papel fundamental nos resultados, derivado da motivação das equipas. Acredite, as características de interação social são um ponto forte hoje em dia.

Procure sempre o contacto visual com a objetiva, neste caso, com o potencial cliente. Em caso de dificuldade em "contornar" a objetiva, desvie o olhar e procure a câmara, esse momento é mais natural.

5. Trabalhe a foto

Não, não estou a dizer edite a foto. Evite os famosos filtros de Instagram ou de outra app de telemóvel. Trabalhe a imagem para tirar o máximo proveito do espaço que o Linkedin nos permite utilizar. Na foto de perfil, a cara deve ocupar pelo menos 60% da área da imagem, procuramos transmitir a expressão facial e não a indumentária. 

Se achar que vale a pena contratar um profissional para trabalhar a sua imagem, não hesite em espreitar os Retratistas em www.osretratistas.com e solicitar um orçamento ou consultar os open days na página de facebook.

Fui desafiado a escolher 5 presentes para este Natal relacionadas com fotografia, para dar a amigos e familiares que tenham um gostinho especial pela fotografia.

Então, vamos a isso.

1001 Photographs you must see before you die.

No mesmo registo de outras publicações da editora, quer seja na música como no cinema, esta edição é basta, abrangendo desde 1826 até as eleições do Trump em 2016 contempla os grandes nomes da fotografia a nível global, organizados cronologicamente e enquadrados historicamente.

Encontrei a semana passada na Fnac do CascaiShopping por 17 euros, disponível online aqui.

Câmaras Mirrorless Fujifilm

Apresentação Fujifilm X-T20 from Pau Storch on Vimeo.

Não é novidade que sou fã deste formato, com uma linha de lentes e corpos excelente, permitindo adaptar ao budget e necessidades de cada um. Trabalho com a Fujifilm X-T2 e a GFX50s 

Descobri este formato e modelos para contornar o peso e dimensões do equipamento que utilizo em estúdio, permitindo ter mais fotos da minha família, viagens ou momentos onde estes modelos estão sempre num bolso ou numa mochila.

Para famílias recomendo vivamente a X-T20 que a um preço competitivo, para mim é a melhor câmara de fotografia para famílias. Tive a oportunidade de fazer uma review com a Ana Lemos e uma apresentação na Colorfoto, que podem ver aqui.

Vouchers

Tenho ao longo do ano disponíveis vouchers para sessões e workshops, tendo já em Janeiro e Fevereiro três workshops disponíveis, um de fotografia em família, com datas em Lisboa e Porto e um de edição em Adobe Lightroom, em Lisboa. Os programas estão disponíveis aqui.

As sessões encontram-se disponíveis aqui e podem ser adquiridos online, vou voucher físico ou para os que deixaram as compras para a última, em formato Acrobat PDF, podendo imprimir no trabalho ou em casa.

Impressora Canon Selphy CP1200

Em tempos alertei na página de Facebook para o risco de perder as memórias físicas da nossa família, do crescimento dos nossos filhos ou dos nossos pais. Não é assim tão difícil ver que as paredes ou mobiliário está cada vez mais despido de fotografia, circulando estas apenas nas redes sociais e desaparecendo num telemóvel dentro de uma caixa de arroz.

A Canon apresenta a Selphy CP1200  uma solução portátil, de impressão de fotografias em papel fotográfico 10x15 cm. Com ligação USB, Wi-fi, leitor de cartões SD e software para iOS e Android, torna-se a solução completa para passar as fotografias do digital para o papel.

Os consumíveis apresentam kits de 54 e 108 fotografias, que pelo formato de link ribbon, é impossível ficar sem tinteiros a meio.

Annie Leibovitz Masterclass

Vou a meio. É fascinante como nos dias que correm podemos ter acesso aos ensinamentos de uma das maiores fotógrafas de sempre, disponível online através de 14 vídeos, documentação em formato Acrobat PDF e tudo por 75 dólares. Disponível aqui, existe a possibilidade de adquirir em voucher.

Este ano vou fazer 40 anos. Está a ser um ano de mudança, de entrar nos entas, de mudança de casa, de estúdio, de equipamento de iluminação, de máquinas, de conceitos. De querer mais, mas também de cometer erros, de recomeçar, de procurar consistência e maturidade. De uma coisa estou certo, de crescer com a equipa que formei e sem a qual não chegaria aqui, que já são família, da Sara e da Raquel. Obrigado minha gente.

2017 Highlights Pau Storch from Pau Storch on Vimeo.

17 e 24 de Fevereiro // Porto // 200 eur // Vouchers físicos disponíveis

17 e 24 de Fevereiro // Porto // 200 eur // Vouchers físicos disponíveis

AUDIÊNCIA

Entusiastas da fotografia e fotógrafos amadores que procurem assentar as noções básicas de fotografia, manipulação de uma máquina fotográfica, assim como do workflow de edição. A audiência deve estar familiarizada com uma DSLR e ter equipamento próprio e um computador portátil.

OBJETIVOS

Este workshop de nível introdutório visa introduzir os conceitos básicos de composição, enquadramento e composição. A vertente prática será realizada com a família como elemento de captação.

PROGRAMA

DIA 13

10:00 Boas-vindas

10:30 - 13:00 Teoria da fotografia e composição Almoço

14:30 - 17:00 Operar a máquina fotográfica

17:00 - 18:00 Exercícios práticos: fotos em interior 

DIA 20 

10:00 Introdução workflow digital 

11:00 - 13:00 Exercícios práticos: sessão em exterior 

 Almoço 

14:30 - 17:00 Workflow e edição de fotografia 

17:00 - 18:00 Esclarecimento de questões e avaliação de conhecimentos adquiridos

Os vouchers acabam por ser um prenda original e diferente, numa época de consumo exacerbado como é o Natal, acabamos por "despachar" os familiares e amigos com a primeira coisa que identificamos com a pessoa num Centro Comercial e não necessariamente a ideal.

Este ano preparei dois workshops para Janeiro/Fevereiro, nomeadamente de introdução à fotografia e de edição em Adobe Lightroom Classic. Pode ver os programas em detalhe aqui

No workshop de introdução à fotografia vamos falar da teoria de forma minimalista e passar à pratica com exercícios de interior, com flash e exterior, assim como falar de técnicas para despertar a atenção dos mais pequenos, a escolha do spot ou dos cuidados a ter com a indumentária. Vão ser dois sábados de workshop.

O workshop de Adobe Lightroom já é completamente dedicado à edição neste software e vamos, durante dois sábados, aprofundar desde a importação e backup à exportação do álbum ou fotos para imprimir, passando pela seleção e edição.

Os vouchers de sessões fotográficas estão disponíveis para consulta aqui. Este ano resolvi criar o voucher avós, pois raramente pensamos na alegria que os avós têm de ter uma sessão dedicada a eles, com os netos, criando memórias únicas.

Os vouchers podem ser enviados em formato físico ou através de link para descarregar o pdf. Para os adquirir ou esclarecer alguma questão, deve contactar-nos através do e-mail info@paustorch.com.

Das primeiras impressões, posso dizer que estou ainda em choque, mesmo depois de ter testado a X-T2 na apresentação na Colorfoto, não é a mesma coisa sair para o terreno com ela e perceber realmente as diferenças em situações reais.

A primeira câmara do meu pai, a foto do dia que tomou a primeira cerveja e a Fujifilm X-T2.

Recentemente decidi dar o salto da Fujifilm X-T1 para a X-T2. Demorou, sempre achei que esta loucura de salta de geração em geração de um modelo do que for era um mero ato de consumismo. Em conversas com a Vera Marmelo percebi que não se tratava de um nova geração com a melhoria de algumas características, mas sim de um salto enorme, de aproximar mais ainda o formato Mirrorless das características indispensáveis de uma DSLR.

Santi, Fujifilm X-T2 com a 56mm 1.2

Vamos então ver as principais diferenças que senti entre os dois modelos. Nem vale a pena falar das características típicas deste tipo de upgrade, como a migração para o mesmo sensor da X-Pro2, a passagem de 16 para 24 megapixels, tudo num incremento de 67 gramas e 4mm em cada eixo, mantendo a mesma portabilidade.

Boost Performance Mode - apesar de incrementar o consumo de bateria, e por isso foi acrescentada a possibilidade de habilitar e desabilitar esta opção, este modo diminui o tempo de focagem de 0,08 seg. para 0,06 seg. e incremente o frame rate do EVF de 60ftps para 100fps, permitindo uma maior resposta em situações onde o timing do click é crucial.

Velocidades - a velocidade de obturador duplicar, passando de 1/4000 para 1/8000 é algo que faz a diferença para quem procura câmaras neste segmento, assim como a passagem do ISO de 6400 para 12800 (mantendo a extensão para 51200) e a compensação de exposição de -/+3EV to -/+5EV. Foi uma agradável surpresa a passagem da velocidade de sync do flash de 1/180 para 1/250. Outra boa notícia deste ano foi a saída do Air Remote da Profoto para Fuji permitindo HSS, como já vinha a ser indispensável no meu trabalho com Nikon e Canon.

Fuji X-T1

LCD Screen - apesar de fisicamente não haver grandes diferenças, mantendo o tamanho, resolução e não ser touch screen, como o da geração anterior, agora não apresenta movimento só num eixo, mas em dois, permitindo que não tenha de subir cadeiras para planos picados em portrait mode. Não, ainda não faz o modo selfies, mas também acredito que não seja algo que procuramos num modelo desta gama.

Autofoco - Levou um belo upgrade, de 49 pontos de foco para 91, quando configurada em modo de zona e 325 pontos em modo pontual. A cobertura da deteção de fase contempla uma área de 40% e a área por foco por contraste é de 65%. E aqui é onde noto a maior diferença entre os dois modelos, o tempo de focagem e precisão melhoraram substancialmente.

A Fujifilm X-T2 está disponível na Colorfoto e não se esqueçam que ainda decorre a campanha de reembolso da marca, disponível aqui.

3 Gerações

Confesso que as sessões de Natal já não me empolgavam como em anos anteriores. Apesar da procura ser grande, sentia ter esgotado as ideas para sessões em ambiente de estúdio. Já fotografei em lojas, estúdio, hotéis, procurando sempre diversificar, aportar algo novo de ano para ano. Este ano resolvi arriscar algo diferente, trazer ao imaginário das crianças aquilo que mais é associado ao Natal, graças as campanhas de comunicação de marcas e produtos: a neve.

Desafiei a Ana Lemos e as 3 C's para uma sessão e o resultado foi muito acima do que tinha em mente, ficaram radiantes com a possibilidade de ver neve, trazendo para a sessão expressões de pura alegria. Podem ver o resultado em primeira pessoa no link do blog Cacomae - http://cacomae.pt/cai-neve/

O tipo de sessão difere da típica sessão de Natal, de fundos claros, grande bokeh e posturas para o retrato, passando para fotos com um cunho mais emocional, do contacto com a neve. Os cenários vão ser de exterior e minimalistas, estando todo o foco na indumentária da família, que deve ser de inverno, para fazer sentido na foto.

A sessão contempla 10 fotos editadas e tem um custo de 90 euros, sendo executadas de 30 em 30 minutos por família. As últimas sessões vão realizar-se no dia 17 de Dezembro no Hotel Real Palácio em Lisboa.

As reservas devem ser realizadas por e-mail para sara@paustorch.com e vão obedecer a disponibilidade de horário e ordem de chegada dos pedidos.

Caso pretenda reservar o brunch, sugerimos que usem o código BRUNCH PAU STORCH e contactem diretamente com o Hotel Real Palácio através dos contactos 213 199 500 ou manuel.santos@hoteisreal.com para processar a reserva.

O Hotel tem estacionamento pago, mas que pode facilitar uma vez que se trata de uma zona central de Lisboa, morada Rua Tomás Ribeiro 115 1050-228 Lisboa - Portugal

Fez agora um ano que trabalho com a Sara Falcão, pessoa que veio estagiar para o estúdio e que hoje sabe antecipar cada passo que dou, seja a fotografar, editar ou a entrar em contacto com clientes e fornecedores.

Podia dizer mil e uma coisas sobre a capacidade vontade e talento desta miúda, mas acho que o que melhor define o que se construiu em tão pouco tempo é que parece que trabalhamos há anos, que hoje não sei como teria chegado a produzir coisas tão maravilhosas nestes últimos tempos, sem contacto com o apoio da Sara.

Se a tivesse de definir numa linha, era mais ou menos assim: Detentora de falanges enormes, viciada em gatos e t-shirts maradas, devora comida como uma equipa de futebol inteira e parece que passa fome, ouve Foo Fighters em loop e tem medo de represálias ao ouvir humor negro. Lol, é bem disposta, sempre preparada para dar o litro e tem um cuidado com o detalhe fora do normal.

Podia só ser isso, mais uma pessoa que passou pelo estúdio, mas por a, b ou c, seguiu o seu caminho, mas não, tornou-se indispensável, para além de uma assistente de topo, é uma fotógrafa, editora de mão cheia. Vão dar uma volta pelo instagram e vão ver que não minto.

Que vamos fazer para o ano? Ui, tanta coisa, elevar a fasquia, inovar mas acima de tudo, tornar esta amizade ainda mais forte. Obrigado mana <3.

O catálogo de Lightroom é desconhecido de muitos fotógrafos, passando desapercebido até o dia em que falha, perdendo-se assim horas e horas de edição ou meses de catalogação dos ficheiros, que apesar de não ser a perda dos ficheiros das fotografias, pode implicar uma perda enorme de tempo voltar a editar e catalogar todo o material.

O que é um catálogo de Lightroom?

Ao contrário do Adobe Photoshop, onde abrimos ficheiros a ficheiro as imagens e trabalhamos cada ficheiro de forma independente e toda a informação, sejam layers, metadados ou o color profile ficam embebidos no arquivo, o Adobe Photoshop Lightroom (LR) é um sistema não destrutivo, isto é, não altera os ficheiros originais das imagens (salvo em raras situações).

A esta informação devemos acrescentar todo o potencial do LR de catalogação com filtragem por coleções, cores ou estrelas, palavras-chave e alteração de metadados que não sendo exclusivos de um ficheiro, agregam sim vários para a sua filtragem. Pois bem, toda esta informação é guardada num catálogo de LR. 

O Catálogo ocupa dois ficheiros no disco ou um e uma folder no caso de ser em ambiente Windows e concentra informação sobre os ficheiros de fotos que fazem parte do mesmo, agregados através da funcionalidade de import, contempla toda a informação de catalogação e filtragem, assim como toda a informação relativa a edições realizadas no LR.

O meu LR não tem catálogos? Oiço esta frase com alguma frequência em Workshops e reforça o início deste post, há pessoas que desconhecem o catálogo. O catálogo é o chamado contexto, isto é, o LR não pode estar aberto sem ter um catálogo aberto.

O catálogo onde nos encontramos está visível na barra de topo da aplicação. Não se admire se diz Default Catalog e há meses ou anos que tem catalogado milhares de imagens no mesmo catálogo. Acontece.

Se assim for, acabamos de abrir toda um novo mundo, onde pode ter um catálogo com 300 imagens sobre um tópico (ex. viagem aos açores 2017) e não um catálogo com 30.000 imagens onde criou uma coleção intitulada viagem aos açores 2017, deixando de rogar pragas ao número limitado de keywords, de estrelas e filtros que tinha de inventar para visualizar apenas fotos daquele viagem aos açores.

Separar em catálogos

Se faz um uso a título pessoal do LR e coloca todo o material da sua família por exemplo, não faz sentido segmentar em catálogos, perdendo tempo na passagem de um para o outro e com a impossibilidade de reunir fotos de dois eventos no mesmo contexto.

Se faz um uso profissional e encontra-se na situação de ter um catálogo com 30.000, aconselho vivamente a separar os catálogos por tópico, cliente ou sessão.

Mas há forma de fazer isso sem perder todo o trabalho de catalogação e edição já realizado? Há, seleciona-se as imagens que pretende na barra inferior de pré-visualização e depois utilização a função exportar como catálogo.

Atenção ao utilizar esta funcionalidade, pois se indiciar na janela de contexto que pretende exportar os negativos, irá duplicar as imagens no disco.

Backups do catálogo

Toda esta introdução foi para chegar a este ponto. Geralmente temos os brutos com backups, com o medo de perder as fotografias, mas negligenciamos o backup dos catálogos.

Aquela janela "chata" quando vamos passar de um catálogo para outro a pedir um backup acaba por ser normalmente negligenciada, devido aos efeitos da falta de tempo nesta profissão, onde se estamos a ir para outro catálogo é porque precisamos editar algo ASAP. Para quem desconhecia o conceito de catálogo, esta questão nem se colocar, ficando já a saber que o LR relembra de fazer backups.

Outros tinham medo desta janela por questões de espaço e por nunca ter ligo a primeira linha. "Ah, pensava que fazia backups das fotos e isso eu já faço manualmente", também é uma frase que oiço com regularidade. Testar a integridade e optimizar o catálogo, são duas tarefas essencial antes de fazer o backup, que de preferência deve ser para outro disco.

Devo sempre sobrepor o backup com a última versão?

Não. Deixe duas ou três versões e vá apagando as anteriores.

Se estamos a ir ao backup é porque algo correu mal. Se já fiz backup do que correu mal por cima do backup, não há backup. A frase é horrenda, mas faz todo o sentido. Se por lapso apagar as fotos do Lightroom, perde todo o histórico de edições e, mesmo que tenha os ficheiros originais, perdeu a edição.

Ok, ignorei o tópico anterior e tenho um catálogo vazio. E agora?

Agora temos um problema. Problema com o que me defrontei esta manhã, um catálogo com meses de muito trabalho de uma amiga. O catálogo não dava erro ao abrir, tinha coleções com localizações de viagens entre outros indícios de ter tido muitas fotografias e trabalho.

Tendo esgotado opções de recuperação no LR, fui à procura de mais informação sobre a estrutura do catálogo e para a minha surpresa, é uma base de dados.

Para quem já trabalhou com bases de dados, desde um Microsoft Access a uma base de dados Oracle, já tem mais do que conhecimentos para "dar uns toques". Um ficheiro de sufixo lrcat é uma base de dados SQLite, onde renomeando o ficheiro e com um frontend podemos logo começar a realizar queries à base de dados.

Sim, isto é mesmo muito geek e nenhum fotógrafo deveria ter conhecimentos disto, por isso não se assuste se parecer chinês, procure ajuda de um amigo eng informático, vulgo instalador de sistemas operativos e anti-vírus da família e peça ajuda, pode ser que se recupere alguma coisa. Há alguma informação na internet sobre o schema e conteúdos das tabelas, assim como algumas queries. Boa sorte!

Este ano decidi tentar criar algo diferente, como já tinha explicado aqui aquando do lançamento das Sessões de Natal em Lisboa. Depois de duas datas em Lisboa, chegou a altura de levar este imaginário para o Porto.

Fiz uma primeiras sessão de testes no Horto do Campo Grande com a Ana Lemos e as C's do blog Cacomae e fiquei super entusiasmado com o efeito que a envolveria tinha nas crianças, no seu imaginário. Com base nisso obtive este resultado que não se explica em palavras.

Infelizmente por motivos logísticos tive de optar por realizar as sessões em Hotéis, onde os resultados variaram, mas felizmente para situações diferentes e não piores.

O tipo de sessão difere da típica sessão de Natal, de fundos claros, grande bokeh e posturas para o retrato, passando para fotos com um cunho mais emocional, do contacto com a neve. Os cenários vão ser minimalistas, estando todo o foco na indumentária da família, que deve ser de inverno, para fazer sentido na foto.   

A sessão contempla 10 fotos editadas e tem um custo de 90 euros, sendo executadas de 30 em 30 minutos por família. As sessões vão ser realizadas dia 8 de Dezembro na Scholé, em Matosinhos. 

As sessões vão ser realizadas no próximo dia 8 de Dezembro em Matosinhos. As reservas devem ser realizadas por e-mail para sara@magma.pt  e vão obedecer a disponibilidade de horário e ordem de chegada dos pedidos.

Um voucher, no valor integral reverte para a Associação de Solidariedade Social Mercado dos Santos.

Funcionamento:

Uma vez agendada a reserva deve proceder ao pagamento para confirmação da mesma. As reservas são mantidas até 48 horas a aguardar pagamento, ficando libertas após este período para outras famílias no caso de não ser processado o pagamento.

A seguir apresentamos a morada e respetivo mapa. Agradecemos que chegam 10 minutos antes para não haver atrasos. As foto são enviadas por link para download 6 dias úteis após as sessões.

Scholé, Rua do Godinho 618, 4450 Matosinhos