No âmbito do 4º Congresso de Empresas DNA Cascais que abre a Semana Global do Empreendedorismo que decorre de 13 a 19 de novembro em Cascais, fui convidado a apresentar os serviços d'Os Retratistas, projecto onde desenvolvo retratos com fins profissionais, tanto para empresas como para consumidores finais.

Não é novidade para ninguém o poder que as redes sociais exercem enquanto ferramenta de influencia na sociedade, no entanto muitas vezes é minimizado o seu impacto como fator de decisão na contratação de recursos e serviços.

Basta olhar para algumas estatísticas do LinkedIn, para perceber essa importância, entre elas que 80% das leads B2B têm origem nesta rede e que em media são consumidos 10 conteúdos dessa empresa/serviço antes de ser tomada a decisão de fechar o negócio.

Mas acima de tudo, estamos a viver a era de confiança, onde há uma oferta global e o fator preço ou características do serviço já não são os únicos fatores de decisão ou de maior peso. A confiança tornou-se o pilar central da oferta e esta assenta nas pessoas.

Quando falamos de confiança, estamos a falar de psicologia, de como interpretamos um retrato, como conseguimos evidenciar pormenores que destacam qualidades positivas e colocar e mitigar elementos que são conotados como pontos fracos.

Num estudo recente concluiu-se que ao observar um retrato retiramos conclusões sobre as características da pessoa em menos de um segundo, 40 milissegundos mais concretamente. Despistando as condições de cenário e iluminação, que já por si são importantes para um bom retrato, este estudo avalia como identificamos características tais como ser extrovertido, competente, criativo, afável, maldoso, confiável e inteligente só com base em expressões faciais. 

Basta avaliar os exemplos acima para verificar que qualquer pessoa consegue identificar essas características com base na expressão. 

O fotógrafo Alfred Eisentaedt descreveu melhor do que ninguém, que um bom retrato é fazer o click com a pessoa e não com a máquina. 

Infelizmente não se da a importância necessária a o realizar um retrato para a nossa apresentação e no entanto pode ter sido o fator de decisão para hoje não estar com um emprego melhor, com novos clientes ou melhores condições.

Para obter um bom retrato, a primeira tarefa é conhecer um pouco do nosso cliente, desde o objetivo da foto, onde será aplicada e a quem queremos atrair com ela. Para o efeito a troca de e-mails inicial, uma reunião e até mesmo os primeiros instantes da sessão fotográfica são fundamentais para criar essa relação. 

Previamente à sessão devemos dar consultoria na indumentária a utilizar na sessão, pois apesar de não ser o motivo de escolha da nossa candidatura entre outras, pode ser o elemento de distração e que a classifique como rejeitada à partida. 

Voltando ao estudo, aquilo que não é assimilado nos primeiros 40 milissegundos pode não ser mais assimilado. Cores saturadas, padrões ou bijuteria em excesso podem esquivar o nosso olhar de identificar as características de confiança e automaticamente relegar o candidato ou prestador do serviço a um segundo plano. Quando ouvimos este candidato não me inspira a mesma confiança que o anterior ou o meu sexto sentido diz-me que não é a pessoa correta, são a prova que não foi possível identificar essas características.